top of page

UM FILME DE ADRIANA YAÑEZ,

ANTONIO LINO E PAULA DIB

FESTIVAL É TUDO VERDADE

Competição Brasileira

de Curta Metragem

2014

PARA LER

34 páginas

.pdf (1.8 MB)

FICHA TÉCNICA DO FILME

 

 

DIREÇÃO: Adriana Yañez

CO-DIREÇÃO: Antonio Lino e Paula Dib

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Gilberto Topczewski

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Bruno Tiezzi

SOM DIRETO: Fernando Russo

EDIÇÃO: Leopoldo Joe Nakata

TRILHA ORIGINAL: Lucas Vargas

DESIGN GRÁFICO: Lincoln Magalhães

FINALIZAÇÃO: Daniel Amaro

Nos anos 30, o pai de Espedito Seleiro fez uma sandália para o Lampião. O modelo se diferenciava dos outros por um detalhe importante: o solado retangular, usado pelo Capitão Virgulino para confundir seus perseguidores. Diante daquelas estranhas pegadas, com todos os lados iguais, ninguém sabia ao certo se o cangaceiro ia ou voltava.

 

Muito tempo depois, além da história que ouviu de seu pai, Espedito Seleiro mantém vivo também o ofício de família: modelando selas, calçados, acessórios e roupas de couro, o mestre cearense reuniu de modo original o universo dos vaqueiros e a estética do cangaço, se firmando como um dos mais importantes e reconhecidos artesãos em atividade no Brasil.

 

Selecionado para a Competição Brasileira de Curta Metragem do Festival É Tudo Verdade 2014, idealizado e co-dirigido por Paula Dib e Antonio Lino, com direção de Adriana Yañez, o documentário “A Sandália de Lampião” entrelaça a trajetória pessoal do Mestre Espedito Seleiro à própria história do couro na região do Cariri, no Ceará. Do auge da pecuária, que converteu o sertão num grande pasto natural, até o surto industrial iniciado nos anos 60, que faz com que hoje os vaqueiros desmontem do cavalo para andar de moto, o filme retrata um período de profundas transformações na vida dos sertanejos.

 

Respondendo aos desafios de seu tempo de uma maneira bastante própria, o Mestre Espedito Seleiro nos guia por um enredo conhecido: o eterno embate entre modernidade e tradição. A sandália de couro que Lampião usava para despistar seus perseguidores confunde os caminhos. A ida e a volta fazem parte do mesmo movimento. Que rumo devemos tomar? Como nos ensina o Mestre Espedito Seleiro, nessa falsa encruzilhada entre o passado e o futuro, muitas vezes, voltar-se às próprias raízes também é uma forma de seguir adiante.

 

www.asandaliadelampiao.com.br

PRODUÇÃO

APOIO

REALIZAÇÃO

PATROCÍNIO

bottom of page